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Piedade (SP) PDF Imprimir E-mail


Esta obra simula um hipotético encontro póstumo em que se defrontam as três figuras centrais do crime ocorrido em 1909, que levou à morte Euclides da Cunha, o grande escritor de Os Sertões, pelas mãos do amante de sua esposa. Não julga o ocorrido, mas apresenta os elementos para que a platéia, atue como júri dessa fatalidade, publicamente conhecida como “Tragédia da Piedade”.


FICHA TÉCNICA
Texto: Antônio Rogério Toscano
Direção geral: Johana Albuquerque

Elenco:

Leopoldo Pacheco
Jacqueline Obrigon
Daniel Alvim

Cenário: Marcelo Larrea
Figurinos: Marina Reis
Iluminação: Lucia Chedieck
Trilha Sonora: Pedro Birenbaum
Fotos: Lili Diniz
Designer gráfico: Cláudio Queiroz
Direção de Produção: Cia. Bendita Trupe (Johana Albuquerque e Jacqueline Obrigon)
Realização: Cia. Bendita Trupe

PIEDADE,

ESPETÁCULO SOBRE O TRIÂNGULO AMOROSO

QUE RESULTOU NA MORTE DE EUCLIDES DA CUNHA

CHEGA A FORTALEZA NO IX MBTT


Piedade é um espetáculo que apresenta um encontro póstumo em que se defrontam as três figuras centrais do crime ocorrido em 1909 e conhecido como "A Tragédia da Piedade": Euclides da Cunha, escritor de Os Sertões, que busca vingar sua honra indo armado de encontro ao amante de sua esposa; Anna da Cunha, que mesmo após o escândalo da traição e da morte de Euclides casa-se com seu amante; e Dilermando de Assis, o jovem campeão de tiro que mata Euclides em legítima defesa, passando a ser permanentemente atacado pela opinião pública.

Piedade é um espetáculo que nasceu em 2010, comemorando os 10 anos da Cia. Bendita Trupe, parceria entre a diretora Johana Albuquerque e a atriz Jacqueline Obrigon. A dupla convidou o dramaturgo Antônio Rogério Toscano para escrever o texto e os atores Leopoldo Pacheco e Daniel Alvim para, junto com Jacqueline, integrarem o elenco deste projeto de retomada ao teatro adulto pela Cia. Bendita Trupe. Piedade é também uma homenagem aos 100 anos da morte de Euclides da Cunha, um dos maiores pilares da literatura brasileira.

Em Piedade, Euclides, Anna e Dilermando são colocados frente a frente depois da morte, revivendo e reconversando sobre os fatos acontecidos, num colóquio em que cada um tem a chance de dizer aquilo que nunca foi dito, na tentativa de reconstruir sua imagem diante do outro. Mais do que um julgamento póstumo, trata-se de uma possibilidade de redenção: um resgate ao passado que, através da exposição das diferenças e desavenças, traz um novo olhar sobre os personagens, esclarecendo as razões de terem deixado os acontecimentos ganharem a dimensão do inexorável. Algumas vezes, os personagens agem confessa e emocionalmente, como se reexperienciassem suas vivências mais dolorosas; noutras quase nos narram as ações de forma distanciada, sugerindo serem intérpretes e, paralelamente, analistas de suas próprias vidas; e por outras, desencarnados de suas corporalidades e paixões, revelam distância temporal e indiferença emocional, contextualizando uma acareação póstuma, em que nada efetivamente poderá mudar o rumo do já acontecido. Flashes de cenas, depoimentos, memórias, fragmentos de cartas, diários, diálogos e triálogos vão trazendo a tona os fatos e sentimentos que sucederam, culminaram e antecederam o famoso crime.

A cenografia de Marcelo Larrea resume-se a apenas 3 cadeiras, que apontam para um espaço de conversa, de diálogo, trazendo a dimensão de um encontro intimista. Os figurinos de Marina Reis sugerem um corte realista, trazendo os ares dos primórdios da República, importante contexto da estória ocorrida no começo do século XX, mas com um tratamento corroído, como se o tempo devastado resultasse em oxidação e ferrugem. A música de Pedro Birenbaum climatiza essas imagens, criando uma paisagem sonora celeste e etérea e, paralelamente, densa e florestal, às vezes elevando as situações ao universo do cósmico - já que tudo pode estar se passando numa hipotética Eternidade -, em contraposição à sons mais brutos e ácidos, que remetem à tormenta de emoções da vida terrena revisitada. A iluminação de Lúcia Chedieck colabora para o desenho de um jogo demarcado, que setoriza a movimentação dos atores, criando uma ilusão de espelhamento em que os casais se cruzam, reforçando a situação triangular e revelando a interdependência entre os três personagens. Leopoldo Pacheco é o brilhante e atormentado Euclides; Jacqueline Obrigon é a forte e pioneira Anna; e Daniel Alvim é o garboso e apaixonado Dilermando. O projeto foi concebido pela diretora Johana Albuquerque, que coordena o trabalho de toda a equipe.

Euclides da Cunha; Anna da Cunha, posteriormente, de Assis; e Dilermando de Assis foram vítimas da hipocrisia, mediocridade e conservadorismo que determinava as relações afetivas do começo do século XX. Sexo, paixão e morte estão presentes em quaisquer vidas e a qualquer momento podem desviar nossos rumos sociais para uma situação inóspita e irrevogável. Hoje, a Tragédia da Piedade merece ser revisitada em sua totalidade com um olhar renovado da modernidade, mostrando que aquele famigerado incidente poderia ocorrer com qualquer um de nós.

Piedade é um espetáculo que não julga, mas apresenta os elementos para que a platéia, atue, um século adiante, como júri e cúmplice desta fatalidade, publicamente conhecida como "Tragédia da Piedade”.


SINOPSE SUGERIDA:

Piedade simula um hipotético encontro póstumo em que se defrontam as três figuras centrais do crime ocorrido em 1909, que levou a morte Euclides da Cunha, o grande escritor de Os Sertões, pelas mãos do amante de sua esposa.



FICHA TÉCNICA

Texto: Antônio Rogério Toscano

Direção geral: Johana Albuquerque


Elenco:

Leopoldo Pacheco

Jacqueline Obrigon

Daniel Alvim


Cenário: Marcelo Larrea

Figurinos: Marina Reis

Iluminação: Lucia Chedieck

Trilha Sonora: Pedro Birenbaum

Fotos: Lili Diniz

Designer gráfico: Cláudio Queiroz

Direção de Produção: Cia. Bendita Trupe (Johana Albuquerque e Jacqueline Obrigon)

Realização: Cia. Bendita Trupe




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